SOFTWARE LIVRE E CIBERFEMINISMO EM RISCO


Como previsto numa conjuntura de golpe que se vive no Brasil desde o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, a democratização da Internet no País (assim como nos demais meios de comunicação) começa a ser a abocanhada pelos abutres que esperam a continuidade desse desmonte.


Este é um assunto de interesse das(os) brasileiras(os) e mais ainda das mulheres (ainda que muitas(os) ainda não tenha despertado para isso). A ideia de uma internet ‘livre’, ‘feminina’, ‘feminista’, ‘ciberfeminista’ na qual toda cidadã e cidadão brasileira(o) tenha segurança, liberdade, universalização, acessibilidade, dados abertos no ambiente online está associado, conforme destacou a Dra. Mônica Paz (2013, p. 152), ao “melhor fomento da inclusão social e digital, [e] ao desenvolvimento tecnológico e econômico e à inovação em termos de tecnologias da informação e comunicação (TIC)”.


A baixa participação de mulheres nos espaços de decisão e nas comunidades hackers, as dificuldades de acesso às tecnologias digitais: infraestrutura técnica, qualidade de acesso e uso das tecnologias, as expertises no ramo do conhecimento e as capacidades e habilidades tecnológicas, que muitas vezes têm discriminado e excluído algumas mulheres, escassez de mulheres nos postos de controle e poder nas áreas de ciências, engenharias e tecnologias digitais e ao domínio masculino nessas áreas estratégicas de educação, investigação e empregos (CASTAÑO apud DE FARIAS, 2015), são algumas das problemáticas ou “brechas de gênero” identificadas no processo histórico das TICs.


Tais fenômenos nos parecem ainda mais excludentes quando se projeta a inserção dessas “empresas de aplicação” no Comitê Gestor de Internet do Brasil, haja vista o caráter privado dessas empresas com softwares fechados, de pouca ou nenhuma participação de mulheres fundamentadas na luta feminista, apenas com o compromisso comercial.


Leitura recomendada

http://www.genderit.org/…/livrogiga_internet_cod_fem_ptbr.p…


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Da primeira e segunda onda ciberfeminista ao estudo de caso da rede brasileira Universidade Livre Feminista, apresentamos o processo histórico de surgimento do ciberfeminismo no mundo e seus avanços no Brasil, um mapeamento destas experiências, assim como, a experiência brasileira na conjuntura dos ciberfeminismos, reconhecendo as especificidades históricas do país.

Autora | Leidiane de Farias

Capa | Doris Rabelo

Prefácio |  Julianin Santos

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