ROBÓTICA, A "REVOLUÇÃO DO SEXO" E AS RELAÇÕES DE GÊNERO



Nos anos 80 Donna Haraway (1994) propõe o mito de uma criatura cibernética, híbrida de máquina e organismo e de realidade social e ficção chamada de Ciborgue/Cyborg. Nos anos 90, as meninas do VeNuS Matrix e do grupo Old Boys Network, reacendem a discussão trazendo o "vírus da boceta" e os congressos ciberfeministas. Hoje, o "Tecnoporno", similarmente retoma a questão das Tics e do corpo das mulheres. A tal da “revolução do sexo” na robótica (com vistas mercadológicas à sociedade | criando novas e antigas violências e exclusões) e as questões éticas, jurídicas, emocionais e fortemente de gênero, especialmente da objetivação da mulher, merecem que nos debrucemos sobre este tema por agora.


Vemos que há um mercado em expansão que move bilhões pelo mundo a fora (média de preço de robôs sexuais US $ 5.000 a US $ 15.000)e que, assim como no ciberespaço, tem refletido as relações violentas de gênero para o ambiente das Tics, seja na exclusão das mulheres desses espaços, seja violentando-as, seja incluindo-as, mas com violações implícitas e explicitas ao processo de produção, acesso e uso das tecnologias digitais.

Afinal, de qual revolução estamos falando? Como esse mercado/produto pode refletir na vida das mulheres? Porque criar uma “máquina do sexo” com características femininas? Nós, feministas, precisamos nos preocupar com essa “revolução”?



Outras discussões


Juntam-se a nós a feminista anti pornografia Fernanda Aguiar que publicou (24 de julho) uma tradução no Medium.com de uma matéria da romancista, jornalista, escritora e poeta, Sianuska, que foi publicada no editorial de política do New Statesman. Com o título "Um robô configurado para estupro torna o mundo mais violento para as mulheres, não menos", a matéria chama o debate acerca de 'robôs sexuais' e sua relação com o consentimento.

Dia 26 de julho Pragmatismo Político também publica "Robô erótico que simula violência sexual e mais uma vitória da cultura do estupro". E no dia 27 este mesmo debate vem a tona pelo grupo Feminismo Sem Demagogia - Original (foi assim que chegamos as demais publicações). Elas chamam o tema com ênfase na "banalização da Cultura do Estupro" a partir do uso da tecnologias.

Fizemos uma pesquisa rápida num dado navegador com as palavras-chave: "Robô sexo" e "feminismo" e encontramos algumas discussões. Algumas que ajudam a avançar no debate e outras nem um pouco!

Vamos levar/elevar este debate? Para isso, segue todo material compilado sobre estas discussões que, por hora, encontramos
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📲 Relatório da Foundation for Responsible Robotics, com destaque da Ciberfeminismo para as imagens das robôs e a questão 4 do relatório, acerca das questões de gênero “Will sex robots change societal perceptions of gender?” (p. 18), bem como para a superficialidade de como os temas são tratados, embora os coloquem em debate.👉http://responsiblerobotics.org/…/FRR-Consultation-Report-Ou…


Notícias
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📲https://www.theguardian.com/…/sex-robots-promise-revolution…

📲 http://www.telegraph.co.uk/…/sex-robots-way-elderly-lonely…/

📲 http://revistapegn.globo.com/…/uso-de-robos-como-parceiro-s…

📲http://sianandcrookedrib.blogspot.com.br/2017/07/for-new-statesman-rape-able-sex-robot.html
📲https://medium.com/@yatahaze/um-robô-configurado-para-estupro-torna-o-mundo-mais-violento-para-as-mulheres-não-menos-d974c376d105
📲http://www.newstatesman.com/politics/feminism/2017/07/rape-able-sex-robot-makes-world-more-dangerous-women-not-less
📲https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/07/robo-erotico-que-simula-violencia-sexual-e-mais-uma-vitoria-da-cultura-do-estupro.html
📲https://criticadegenero.tumblr.com/post/160198782523/os-robôs-sexuais-epitomizam-o-patriarcado-e

📲https://broadly.vice.com/es/article/xw8n3z/technoporno-y-sex-hacking-una-charla-con-rita-wu


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O E-book Ciberfeminismo no Brasil: ativismo no ciberespaço traz um exame acerca do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, especialmente a Internet, feito por ciberfeministas brasileiras no século XXI.

Da primeira e segunda onda ciberfeminista ao estudo de caso da rede brasileira Universidade Livre Feminista, apresentamos o processo histórico de surgimento do ciberfeminismo no mundo e seus avanços no Brasil, um mapeamento destas experiências, assim como, a experiência brasileira na conjuntura dos ciberfeminismos, reconhecendo as especificidades históricas do país.

Autora | Leidiane de Farias

Capa | Doris Rabelo

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