O ciberfeminismo não é um podcast

[como meu trabalho final de mestrado vai me absolver até novembro]


Tenho novidades.


Já havia contado que desde outubro de 2018 estava realizando o Máster Online de Cooperación Internacional y Educación Emancipadora del Instituto Hegoa y EHU-UPV, [similar ao mestrado no Brasil], o que ainda não havia explicado por aqui é que como parte do trabalho final de conclusão do mestrado (TFM), estou fazendo uma investigação chamada: “Ciberfeminismo na América Latina e no Caribe. Uma experiência coletiva transformadora e alternativa para o empoderamento e emancipação das mulheres na região”.

Na verdade estou feliz por poder dedicar-me tempo a um tema que me apaixona refletir sobre as relação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e gênero, sobre o/os ciberfeminismo/s e como este está impactando nas pessoas que participam em ações, espaços ou iniciativas ciberfeministas (o hackfeministas, o transhackfeministas o sobre tecnopolítica feminista), especialmente as mulheres e suas comunidades.


Por esse motivo, durante as últimas semanas, tenho entrevistado uma dezena de mulheres maravilhosas que trabalham com intersecção de gênero e TIC com enfoque (a propósito ou não) ciberfeministas/hackfeminista/transhackefeminista...No entanto, tenho algumas entrevistas pendentes, mas o tempo da investigação (tenho que entregar no início de novembro) não pode esperar, já sabem.


Eu queria aproveitar esse momento acadêmico de maneira simbólica. Quero refletir sobre ciberfeminismo, fazendo ciberfeminismo. Já que gravava as entrevistas e, com o consentimento das entrevistadas, estou no processo de editar um podcast com uma série de capítulos que construiremos de forma coletiva através de suas vozes, reflexões em torno do ciberfeminismo na América Latina. Não posso esconder que, embora tenha passado um tempo com Abya Yala, minha visão pode ser colonial e por isso que suas vozes são necessárias. Elas são mais importantes, embora eu tenha acompanhado e até mesmo promovido iniciativas, das quais também falarei na pesquisa, mas que são uma pequena parte do todo ecossistema ciberfeminista.


Projeto de edição do Capítulo 1 do podcast Procomuniando Ciberfeminismo. Atendendo aos princípios feministas da Internet, estou utilizando ferramentas apropriadas, seguras e de código aberto para a realização das entrevistas e da edição dos capítulos do podcast: a aplicação para videconferências Jitsi e o editor de áudio Audacity.



Daí a ideia de podcast, as mulheres tem vivido na oralidade e por isso, registrar nossas vozes, editá-las e publicá-las é parte das coisas que o ciberfeminismo propõe. Assim, nasce o “Procomunicando Ciberfeminismo" para que vocês possam ouvir o que elas me disseram. Virá a luz daqui a umas semanas. Por aqui vou compartilhar como ouvi-lo. A propósito, o título deste post, faz referência as 100 antíteses do ciberfeminismo, com as quais já “jóquei” no passado.


Além disso, neste espaço vou dizer-lhe os passos que estou tomando para realizar esta pesquisa, porque documentar a experiência é uma parte fundamental do processo. Neste momento, já desenvolvi as bases conceituais da TFM e estou em plena edição dos capítulos do podcast, nas quais as entrevistadas falarão sobre as ações, espaços e iniciativas ciberfeministas que promovem. Acabei de terminar o primeiro, que servirá para nos localizarmos na investigação e nos próximos capítulos com um pouco da história ciberfeminista.


O que vem a seguir? Assim que começar a publicar os podcast e baseado nos testemunho que as pessoas entrevistadas tem me dado, difundirei uma pesquisa geral para que qualquer pessoa que tenha participado de ações, espaços ou iniciativas ciberfeministas, por exemplo, editoras, workshops sobre segurança no uso de TIC, fóruns sobre governança com visão de gênero, palestras sobre violência digital com base no gênero, cursos para aprender como fazer código, listas de discussão, encontros ciberfeministas etc. pode preenchê-lo e assim obter informações para tornar visíveis os conceitos, temas, metodologias e estratégias pedagógicas e refletir sobre a capacidade de transformação social do ciberfeminismo na América Latina e no Caribe com base nas experiências das pessoas que participam dessas ações, espaços e iniciativas.


Como eu disse, o mestrado vai de “educação emancipadora”, que segundo o Instituto Hegoa ocorre no momento em que uma ação educativa desenvolve ferramentas práticas, capacidades cognitivas e de conscientização que nos preparam para entender o modelo cultural hegemônico que vivemos, para imaginar outras alternativas e para comprometermos em sua construção coletiva. Será que podemos entender o/os ciberfeminismo/o como educação emancipatória?


Veremos passo a passo aqui.


Este texto é uma tradução livre do texto “El Ciberfeminismo no es um podcast” de Marta Garcia Terán.

Acompanhe: https://procomunicando.blog

Texto completo em https://procomunicando.blog/2019/07/21/el-ciberfeminismo-no-es-un-podcast/?fbclid=IwAR3xToiSQaGJKGLzOItl4HzBXJW980Rd1SA3dvqWNYjMrfBtJHS7pzIaQp0

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O Blog CiberFeminismo é um ciberespaço para debater sobre as implicações teóricas, práticas e políticas acerca do ciberfeminismo a fim da transformação social, em especial da destruição do patriarcado e todas as suas ramificações opressoras e excludentes.

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O E-book Ciberfeminismo no Brasil: ativismo no ciberespaço traz um exame acerca do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, especialmente a Internet, feito por ciberfeministas brasileiras no século XXI.

Da primeira e segunda onda ciberfeminista ao estudo de caso da rede brasileira Universidade Livre Feminista, apresentamos o processo histórico de surgimento do ciberfeminismo no mundo e seus avanços no Brasil, um mapeamento destas experiências, assim como, a experiência brasileira na conjuntura dos ciberfeminismos, reconhecendo as especificidades históricas do país.

Autora | Leidiane de Farias

Capa | Doris Rabelo

Prefácio |  Julianin Santos

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