A IDEIA DA PUBLICAÇÃO DO E-BOOK

Atualizado: 25 de Jul de 2018

Primeiro a dissertação, depois um livro, agora um Ebook

Apesar de ser fruto da pesquisa de mestrado, a ideia de publicação do E-book Ciberfeminismos no Brasil: ativismo no ciberespaço não surge da conclusão da dissertação, mas sim de um convite de uma editora alemã, que, em meados de 2017, se interessou em publicar a dissertação.


Na época, fiquei em meio a felicidade do convite e as coisas que acredito – estas que tem movido minhas lutas –, em meio as dores que vivenciei durante o processo de publicação da dissertação e a vontade de mostrar para outras mulheres (pobres, negras, nordestinas...) que é possível viver sem dor (incluindo as questões acadêmicas); é possível que a humanidade possa acessar o que há de mais avançado produzido pela humanidade, ainda que tenhamos que disputar estes espaços em anos de luta.


Assim sendo, sintetizei em três motivos o porquê da “desistência”. Primeiro, por que venho refletindo que não acho justo ou comum as minhas ideias, que uma dissertação financiada e produzida por uma brasileira seja publicada por uma editora de outro país, sendo, pois, vendida, inclusive para aquelas(es) que financiaram meus estudos.


Segundo, aproveitei esse momento para me aproximar mais de dores outras que estiveram presentes em todo o processo de produção da dissertação. Tive a oportunidade de voltar ao texto (e as dores) dando-me a possibilidade de avançar e propor outras sínteses.


Terceiro, pude vivenciar momentos de sororidade feministas, bem como, de [re]encontrar mulheres que não estão nem aí para as outras mulheres, mesmo aquelas que se dizem feministas. Pude entender que vivemos numa realidade dialética, na qual sempre encontrarei pessoas com as quais irei contar e aquelas que agirão com formas e conteúdo que não comungo.


O bacana desse processo (edição para o livro na editora alemã) é que pude entender que, inclusive aquelas e aqueles, que não estão nem aí para as mulheres, com exceção dos seus pares, mesmo se dizendo feminista, humanizada(o), não racistas etc., o que basta é que eu consiga lidar com estas experiências, entendendo e aceitando que todas(os) nós somos diferentes, que somos frutos das relações sociais, estas que nos colocam uma contra as outras, ao tempo que deveríamos estar fundamentadas num projeto coletivo, no qual todas e todos tenhamos acesso ao que há de mais desenvolvido produzido ao longo da história por mulheres, homens, lésbicas, pobres, ricos, brancas, negras... pela humanidade.

Entendi ainda, que não são tão raríssimos assim aqueles encontros entre mulheres que podem efetivar a práxis. E que, aquelas que não o fazem, também estão inseridas no processo de aprendizado e construção coletiva; com estas, aprendi como não quero ser, como não quero agir e como não quero tratar as demais companheiras marcadas por outras relações que não as entre mulheres e homens.


Por fim, sigo feliz com tal decisão de dividir com outras mulheres não apenas uma produção acadêmica, mas, mais ainda, uma história feminista de luta, fé, força e determinação em meio a um patriarcado que violenta de diversas formas as mulheres, inclusive entre elas/nós.


(Posfácio do Ebook Ciberfeminismos no Brasil: ativismo no ciberespaço)

#CiberfeminismosBrasil #Ciberfeminismos #Sonho #LutaFeminista #ProduçãoAcadêmica



9 visualizações
  • Blogger ícone social

O Blog CiberFeminismo é um ciberespaço para debater sobre as implicações teóricas, práticas e políticas acerca do ciberfeminismo a fim da transformação social, em especial da destruição do patriarcado e todas as suas ramificações opressoras e excludentes.

Tem pesquisado este tema? Envie sua produção. Critique, sugira, opine. Vamos superar por incorporação! 

  • issu

O E-book Ciberfeminismo no Brasil: ativismo no ciberespaço traz um exame acerca do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, especialmente a Internet, feito por ciberfeministas brasileiras no século XXI.

Da primeira e segunda onda ciberfeminista ao estudo de caso da rede brasileira Universidade Livre Feminista, apresentamos o processo histórico de surgimento do ciberfeminismo no mundo e seus avanços no Brasil, um mapeamento destas experiências, assim como, a experiência brasileira na conjuntura dos ciberfeminismos, reconhecendo as especificidades históricas do país.

Autora | Leidiane de Farias

Capa | Doris Rabelo

Prefácio |  Julianin Santos

PARA ESTUDOS

Feminismo

Tecnologia

Feminismo

Classe

Feminismo

Raça

Feminismo

Geração

Feminismo

História

© 2018 por ciberfeminismo. Criado com Wix.com.

  • Twitter - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

SIGA

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now